14.8.09

O ciúme

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Quem pertence a quem? pergunto-me
nas noites de luzes incandescentes.
Segurar tua mão, sentir tua pele
Isso era minha alegria.
Agora?
Silêncio e vazio.

As ruas estão cavas de meus passos.
As notícias não me atingem mais.
As fotos são apenas tortura em estática.
E eu?
Cheio de ilusões e desejos.

A clássica pergunta dorme em minha língua já dormente:
quem dorme contigo agora?
você chorou por mim?

Você me devia isso.

Ontem eu te vi, e você parecia feliz.
Eu quis roubar teu sorriso pra mim, mas me perdi.

Quem pertence a quem?
Pouco importa.

Virei as costas e saí fingindo que o mundo era apenas um conjunto
de acasos.

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