9.1.13

Quisera eu (balada do Menestrel)

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Quisera eu poder viver em teus olhos, princesa,
E preencher todo o teu Reino com uma luz plena e imprecisa -
Como formatos de nuvens no céu,
Ou árvores vistas ao longe do topo de uma montanha.

Quisera eu poder morar em teus lábios
E compartilhar de tuas palavras em sua gênese
E partilhar tua música e tua respiração
E me tornar um com a centelha que vibra e arde no que te dá a a vida.

Quisera eu ainda andar pelos caminhos de teus pensamentos,
Nos vilarejos de tuas memórias,
Ramos de flores nos braços e cheio de boas e más intenções.

Mas o tempo, este devorador de milhas e milhas de história
Nos separou da maneira mais dura e cruel.
Ainda te vejo e te sinto, mas jamais poderei tocar novamente teu coração.

Quisera eu ter tido a coragem necessária para me imprimir em teu peito,
Em tua alma...
Mas como todo bom Menestrel, princesa,
Eu apenas te empenhei meu amor e parti.

Quisera eu, princesa,
Poder adentrar em teus aposentos uma última vez...


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