22.4.10

Sinal Fechado - Paulinho da Viola

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Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...

Essa música me chama a atenção por vários motivos. Mas falo da versão do Fagner: da Urgência, do desespero, da angústia, da pressa de se andar "a cem", vendo a paisagem e as pessoas passando a uma velocidade superficial e educada.

Velhos amigos que não se veem há tempos, que sumiram "na poeira das ruas", e que se encontram no sinal que fecha, na parada de ônibus enquanto

- "O meu já vem ali".

Adeus. Até Logo.

Foi bom rever você.

Antes, amigos; agora, dois estranhos com pressa e a sensação de que perdemos algo - algo que jamais retornará, mas que esquecemos em nome de "um sono tranquilo."

Quanto tempo, pois é, quanto tempo...

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