Entro em silêncio em teus espaços
E deixo-te um beijo quente.
Intimamente, sinceramente te desejando, cegamente
Enfeitiçado por tuas curvas desenhadas no lençol.
Deixo rosas vermelhas aos teus pés
E enfeitiço teus olhos com - cerrados - com sonhos de mim.
Deito ao teu lado como se fosses minha, e sinto
O futuro hesitante dançando em tua respiração.
Como um ladrão egoísta, abraço-te mansamente -
Dono de teu nome e de teu signo.
Debato-me em tua pele, mariposa-na-chama
e minto dizendo que te amo para sempre
(je t'aime toujours, mon amour)
Saio em silêncio de teus sonhos e de tua cama - a manhã desponta ao Leste.
Tu me amas, mulher: a maçã foi envenenada.
Em minhas mãos, carrego o tesouro da inocência;
Em teus ouvidos sussurro uma canção de silêncios infinitos
E beijo teus lábios tintos como se fosse a última vez.
E antes que o Sol nasça
Sumo nas brumas do possível.
Sigo caçando noite a noite
Alimentando-me dos sonhos
Das mulheres que amei.
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